ABCH
Associaçao Brasileira dos Contadores de Histórias
A Associação Brasileira de Contadores de Histórias está fundamentada na Lei de Diretrizes e Base da Educação –LDB -LEI Nº 9.394, DE 20 DE DEZEMBRO DE 1996. No parágrafo II, art 3º dessa lei, determina-se a liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o pensamento, a arte e o saber.
Fundada em 2008, a Associação, objetiva suscitar, favorecer, apoiar e divulgar as ações voltadas para o desenvolvimento na Arte de Contar Histórias. Incentiva a participação dos indivíduos, promovendo a valorização, o aperfeiçoamento e a difusão de pesquisas voltadas para o desenvolvimento dessa arte. Para tanto, organiza congressos, ciclos de estudos, conferências, cursos e seminários, por meio, de instituições públicas, privadas de educação ou de outras áreas afins.
Seu surgimento decorreu devido ao aumento de contadores de histórias em todo o Brasil e da inexistência de uma organização nacional, para as diversas áreas de atuação nesse campo, que foram criadas ao longo do tempo.
Em seu livro: A Renovação do Conto. Emergência de uma Prática Oral a autora Maria de Lourdes Patrini, destaca que:
“a prática do contador esteve quase desaparecida e ressurgiu ‘pós – modernamente’ a partir de 1960, no conjunto das grandes transformações culturais e ideológicas ocidentais, quando se verificou maior e mais efetiva a demanda de participação social.Com este novo desempenho, esta prática espalhou-se por todo o mundo ocidental e chegou ao Brasil por volta dos anos 1980. Os novos contadores reapropriam, recuperam, reciclam uma técnica e estas operações lhes conferem identidade. ( Patrini,Resenha - A Renovação do Conto –Emergência de uma Prática Oral -Edição nº 36)
Nessa assertiva, a autora reforça a pessoa do contador de histórias e explica a longa pesquisa que realizou em relação à sua prática. Destaca, ainda, a inexistência de formação, de espaço para reflexão, de identidade e de definição do papel social do contador de histórias.
Então, a Associação Brasileira de Contadores de Histórias recebe essa incumbência como missão: divulgar e instrumentalizar os profissionais ou amadores do reconto para que sejam reconhecidos e faça-se cumprir a lei, oportunizando a todos o direito de aprender, de preferência de forma encantadoramente lúdica, artística e feliz.



